segunda-feira, 24 de abril de 2017

Meia Maratona Noturna Contra o Câncer Infantil - Dicas e Percursos


Oii!! Tudo bem Pessoal!! Correndo? Alegria em dia? Estava com uma saudade danada de postar sobre as corridas... Até o presente momento, foram apenas sobre duas corridas que publiquei... Mas essa corrida, é especial! Começo esse post elogiando a Icesports, sob a tutela da Eduarda, para quem não conhece grande incentivadora da corrida de rua, que sempre se dispõe a fazer corridas para o agrado do público. O que mais destaco aqui são que as corridas organizadas pela Icesports tem cunho social, com parte da renda revertida para diversas instituições. Além do mais, nos traz corridas com percursos bem elaborados e ainda, com distâncias para todos os gostos. Nessa, vou de 21k. Imperdível! Se você ainda não se inscreveu, recomendo que o faça.Vale a pena e vai deixar muitas crianças felizes também!! Ah!! Tem corridinha infantil também viu... logo pela manhã. A corrida para os "grandes", acontece no fim do dia, com largada dos 5km, 10km e 21km ás 17h30.

Essa corrida acontecerá no dia 29 de Abril, num Sábado Feliz, com toda a graça e energia dos corredores. Largada na Praça Santa Cruz, no Setor Jaó. Falar sobre essa corrida se torna fácil para quem já correu a "Rosa Chok", realizada no ano passado. Os percursos são similares, com exceção dos 21k que tem somente nessa corrida.

Tradicionalmente, começo minhas postagens falando um pouco sobre o momento pré-corrida e a previsão do tempo. Por se tratar de uma corrida noturna, fundamental que você se hidrate muito bem durante o dia todo, fazendo opção por comidas de fácil digestão. Descanse, pois essa corrida reserva ótimos desafios. Para quem é adepto de gel de carboidrato, recomendo um sachê 15 minutos antes da prova e depois a cada 7km de prova ou em média a cada 45 minutos. Quanto ao aquecimento, sempre coloco que o ideal é fazer exercícios dinâmicos, trotes de 10 minutinhos, para deixar o corpo mais solto, digamos assim. Faço uso de uma corrente de pensamento que o melhor a se fazer são exercícios dinâmicos, trotes leves e não aquele famoso alongamento estático. Esses exercícios são pequenas corridas, com variações, do tipo tocar os calcanhares em movimento, coisas assim. Sempre com calma.. caso você não tenha equipe, profissionais ao seu dispor faça o famoso trote ou uma corridinha bem lenta, até você sentir que está mais solto, preparado para a atividade que virá posteriormente. Bom.. vamos falar da corrida agora??

Em relação a previsão do tempo, observamos ultimamente ondas de calor, uns poucos dias de chuva... tá meio esquisito isso.. Em se tratando de corrida noturna, pode ser que por volta das 17h30/18h a gente sinta bastante calor, como pode estar mais ameno. Fato é que no anoitecer, a tendência é de um frio gostoso de Maio... Previsão do dia 29/04, segundo o site www.climatempo.com.br :

Chove... chove... que fica do jeito que eu gosto, rs... mas cada um tem seus gostos. Eu gosto de correr em tempo frio, chuvoso...mas na nossa querida Goiânia, fica difícil né..

Começo então falando sobre os percursos. Desses três percursos, o de 5km é o que apresenta melhores condições para quebra de recordes pessoais. As ruas do Jaó na parte que compreende esse percurso, são mais discretas, com aclives/declives tranquilos.  Fiz um mapa de acordo com o que a organização me forneceu, destacando km por km e pontos de subida.


Com base no percurso fornecido pela organização, montei esse pelo plotaroute.com, para que pudéssemos visualizar melhor cada km e ganhos de elevação. Como falei no início do post, percurso plano, com ganho de elevação muito discreto no fim da Av. Belo Horizonte, no km 1,2 e no fim da corrida, na subida da Av. Guanabara.

Do começo da corrida até o fim, podemos pensar em pace fixo, com alguns sprints pelo caminho.

KM 00 - 01: Praça Santa Cruz, - Av. Belo Horizonte: Predomina aqui uma sensação de descida, de forma que começamos bem a corrida. Mas sem empolgação. Vamos usar esse momento para entrar na corrida de forma calma e tranquila.
 
 

KM 01 - 02: Av. Belo Horizonte - Al. Pampulha: Nesse momento, continuamos com a sensação de descida, onde podemos ter a sensação de que estamos indo bem, com as pernas querendo ir. Aproveite para estabilizar seu ritmo de corrida.

 
KM 02 - 03: Al. Pampulha: Podemos aqui aproveitar para entrar de vez na corrida, tentando oscilar entre um ritmo moderado/forte. Mas se atendo a cuidar do gás, pois teremos ainda mais dois km de corrida.


KM 03 - 04: Contorno do Parque Beija Flor: Trecho que oscila um pouquinho a altimetria, mas fiquem tranquilos. É curto, nada que possa impedir de desenvolver uma ótima corrida. Nesse momento, vá se preparando para fazer um fim de prova mais rápido, recobrando o fôlego e desenvolvendo uma técnica de corrida em que nos baseamos nas passadas mais amplas.

 

KM 04 - 05: Al. Pampulha - Av. Guanabara: Terminando de contornar o Parque Beija Flor, senta o pé!! Esqueça seus medos! Vá embora! Mesmo com um pouco de subida no final, se esforce que a chegada está logo ali. Mas vá desenvolvendo esse ganho de velocidade de forma controlada, para fazer do seu último km o mais rápido da prova.

 

Vamos agora dar uma olhadinha no Percurso de 10km. Aqui, enquanto a turma dos 5km desvia pela Av. Guanabara, aquela que passa o lado da Paróquia São Leopoldo Mandic, nós continuamos na Pampulha. Nesses últimos 5km, teremos duas subidas um pouco mais sentidas, mas curtas. Destaque para a subida da Av. Cristo Rei, já no fim de prova. Para quem está fazendo essa distância, considere fazer os 5 primeiros km de forma conservadora, construindo ritmo e mantendo estabilidade. Deixemos para fazer nossos estímulos de velocidade e ganho de ritmo nesses últimos 5km. Mas dependendo do atleta, podem tentar sprints em um trecho ou outro.


KM 05 - 06: Al. Paraná: Estamos em curva, indo em direção a lateral do Clube Jaó. Nesse trecho, permanece uma sensação de aclive bem leve, mas permitindo que possamos correr com intensidade. Lembramos que passamos agora pelo momento mais verde da corrida, com bastante arborização.

 

KM 06 - 07: Al. Paraná - Rua J-71: Continuamos nessa Alameda e logo fazemos o retorno, pegando a J-71. Nesse ponto é que há uma subida com altimetria significativa, mas muito curta. Assim como no KM 05, vamos pegando o "embalo" da corrida, tentando criar uma ideia de 5km finais rápidos.

 

KM 07 - 08: Rua J-44 - Rua J-34 - Av. Guanabara: Nesse trecho, usemos como período de estabilidade, pois há uma boa sensação de descida. Cuidado para não exagerar aqui.

 
 

KM 08 - 09: Av. Cristo Rei - Praça da J - 20: Trecho mais duro da prova, na minha opinião. Por isso recomendo não exagerar no km anterior. Aqui permanece em subida, não muito elevada, mas persistente. Tente manter uma corrida coesa aqui, sem exageros e desânimo.

 

KM 09 - 10: Av. Cristo Rei: Depois de terminar a subida, a dica é uma só! Senta o pé no acelerador! Corre, exagere, seja feliz! Mas faça uma chegada triunfal :) :) :) Para chegar bem na foto hein...

 
Lembrando, aqui depois de fazer o retorno na Cristo Rei, desce a lenha!!

Vamos falar agora dos 21km.. Nessa corrida, irei enfrentar esses 21km com bravura. Venho de uma lesão e voltei a treinar há 10 dias. Por sorte, já tinha uma base boa, visto que corri 21km no começo do mês. Essa corrida promete. Para dizer a verdade, promete. Que corrida desafiadora. Quando eu montei o percurso pelo PlotaRoute e vi os detalhes.. me deu um gelo na barriga. A experiência será bem similar ao que eu vivi na meia de Caldas Novas. Prova exigente, com muita subida. O bom é que será a noite, então temos o fator temperatura a nosso favor. Eu assumo a insanidade pelos meus atos, de ir correr 21km depois de uma lesão. Mas eu vivo pela adrenalina, por essa sensação de estar vivo. Já cheguei destruído em muitas provas. Isso que me move. Sim, gosto de sofrer, rs.

Pessoal, observem bem as oscilações de altimetria. Na subida da Cristo Rei (km9), até o km 16 logo depois do Bosque do Café, permanece em subida. Penso em uma prova com três momentos. Da largada ao km9, prova prudente, desenvolvendo ritmo e segurando. Do km9 até o 16km, toda cautela do mundo e manutenção de ritmo. Manter a pegada é essencial. Nos últimos 5km, podemos desenvolver um pouco mais de velocidade, de ritmo, pois teremos mais descidas.

Vamos dar uma olhada no mapa de 21km, então?? Lembrando que esse mapa é feito de forma independente, de acordo com o fornecido pela organização. Não considerem a distância que está nesse mapa. O que propus aqui foi mostrar todo o caminho e a altimetria. Tudo bem :)



Se vocês observarem os ganhos significativos de altimetria começam na subida da Cristo Rei, ali pelo km9,5. Permanece sempre em ganho até o km16, na Avenida Caiapó.

KM 10 - 12: Avenida Rio Branco: Nesse trecho permanece relativamente plano. Depois que fazemos o retorno, para ir em direção a Av. Sucuri, permanece uma ideia de aclive aqui. Manter a calma aqui é fundamental.

 
 
KM 12 - 13: Av. Sucuri: Essa avenida, que é a divisória entre o Setor Jaó e Santa Genoveva, reserva uma subida boa... Embora não acentuada, é persistente até chegar no Bosque do Café.

KM 13 -14: Bosque do Café: Como eu gosto desse lugar. Minha Assessoria funciona nesse local inclusive, nas Terças, Quintas e Sábados :). O Bosque tem dois momentos, na entrada dele, vamos pegar descida confortável. Mas não empolguem. Os km posteriores estarão sempre em subida até chegar na Av. Caiapó. Quando contornamos o Bosque do Café, já voltamos em subida.

 
KM 14 - 16: Av. Sucuri, Rua Tamboril e Rua Serra Dourada: Pedaço complicado aqui pessoal.. logo depois de sair do Bosque do Café retomamos na Sucuri, em subida e logo ali no Restaurante Costelaria, entramos na rua a esquerda, a Tamboril. Certo alívio aqui. Depois, a Serra Dourada, paralela a Caiapó. Aqui, subida.

 
 
KM 16 - 18: Av. Caiapó, Av. das Indústrias: Nesse trecho, corpo respira aliviado. Teremos boas descidas, recuperando fôlego. Essa Avenida Caiapó é aquela que dava acesso ao antigo Aeroporto. A Avenida das Indústrias é aquela que fica entre a Concessionária Tecar Jeep e o Posto Carreteiro. Permanece plano, bom para desenvolver um ritmo consistente.

 
 
KM 18 - 21: Av. das Indústrias, Av. Sucuri, Av. Venerando de Freitas Borges, Av. Rio Branco?), Cristo Rei: Em reta final de prova vamos em direção a Sucuri, para pegar o lado de baixo dela, visto que na metade da prova subimos ela. Pedaço de descida reconfortante. Entramos na Avenida Venerando de Freitas Borges, pedaço bem tranquilo. A choradeira começa na volta para a Sucuri, pois é uma subida para chorar,  mas a última!! Depois voltamos pela Rio Branco e descemos a Cristo Rei no rumo ao Oásis. Detalhe... Na Avenida Venerando Freitas Borges... nada de parar no Bar do Valdivino para se refrescar hein... só depois da corrida viu...

 
 
 

Minhas expectativas são as melhores possíveis para essa prova. Mais do que a prática esportiva, lembremos sempre o tema dessa corrida. Façamos a corrida com o coração e destinamos nossa energia e vibração para as crianças com câncer infantil. A elas nosso carinho e apoio. Espero que esse post tenha ajudado cada um de vocês. Faço com o carinho de sempre, compartilhando minha paixão pela corrida com vocês. Aproveito aqui também para "anunciar" dois produtos para os corredores.  Estou com dois relógios excelentes, novos, á venda.  Relógios modernos, preço ótimo e muito boa aceitação. São eles:

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GARMIN VIVO ACTIVE HR - SMARTWATCH


Informações sobre esses relógios, entrem em contato comigo via Facebook ou pelo contato no fim do post. Fecho essa postagem convidando você a participar dessa corrida também :). Esclarecendo que não tenho quaisquer vínculo com a organização do evento. A divulgação e convite são por livre e espontânea vontade. Grande Abraço a todos :)



Grande Abraço a todos :) Coração em festa, alegria em correr, SEMPRE!!

 Professor Ricardo Carneiro
WhatsApp.: 62 - 99603 1088
e-mail: ricardo.aesp@gmail.com























domingo, 16 de abril de 2017

Santiago, Paixão!


     Oiii!!Tudo bem com vocês?? Queimando borracha e metendo fogo na canela?? Mais uma vez me dirijo a cada um de vocês compartilhando esse post especial sobre minha passagem pelo Chile em ocasião da "Maratón de Santiago" ocorrida neste último Domingo dia 02 de Abril.
     Existem muitas formas de se amar. Não acho que se tenha tipos de amor. O sentimento é sublime, único. Essa coisa de sentir mesmo, de tocar a alma. Eu desenvolvi pela corrida uma construção de afinidade pessoal, me apaixonei e pude então solidificar com um amor maior. A prática de corrida de rua se tornou uma companheira fiel, amável, compreensiva que me leva a diferentes estados de êxtase, num completo oásis infinito.
     Tamanha devoção me levou a Santiago na minha primeira prova internacional. Nem pensei duas vezes. Por intermédio de meu grande amigo e também aluno, o Alan, soube dessa prova. Assim que ele me falou já fui logo olhando detalhes.
     Minha saga começou então há exatas 8 semanas. Planejei meu treino, montei minunciosamente cada detalhe. Foram 300km aproximadamente de volume total, diluído numa média de 4 treinos semanais. Com a confiança de ter feito tudo certo, chegou o dia de ir para Santiago.

Goiânia/Santiago - 29 de Março de 2017

     Viajar é sempre bom, nem que seja uma pequena distância. Naturalmente acordei bastante ansioso nesse dia com os pensamentos em detalhes mais burocráticos da viagem, numa mania de saber se está tudo certo, em ordem. Nessa mesma manhã, temendo que eu não conseguisse realizar um treino em Santiago encaixei logo uma corrida de 10km para deixar a consciência tranquila de que fiz todos os treinos programados. Se houvesse jeito, ainda faria mais um treino em Santiago, antes da corrida do dia 02. Corri com a mesma paz de sempre, imaginando um mundo de situações, paisagens que me encontrariam em poucos dias.
     Dei logo um jeito de sair numa onda fotográfica já dentro do avião. Teve essa vista fantástica do céu, sobrevoando o Brasil ainda. E, para minha alegria, o avião tinha aquelas telas de TV em cada assento. Cara... achei aquilo o máximo. Tinha voado no começo do ano e conheci esse tipo de serviço pela primeira vez indo para Fortaleza. Mas agora, esse superou. Eu tinha uma espécie de Netflix disponível para mim.. Pensa na alegria.. Meu celular foi quem mais trabalhou nessa viagem, obedecendo os meus inúmeros toques para fotos... Assisti dois filmes inteiros: Esquadrão Suicida e Dr. Estranho. Depois, as fotos já se aproximando do Aeroporto de Santiago.
 
 
 
 
 
 
 

Finalmente pisei em Santiago. A primeira sensação foi diferente.. Num mundo de novidades, observando cada detalhe e caminhando em direção aos guichês da imigração. Chegando nesses guichês fomos atendido por um agente da PDI (Policia de Investigaciones de Chile). Apresentei documentos e logo começou uma conversa naquele modelo.. Me lembro de pensar assim " Caralho.. espanhol é tranquilo para compreender, mas esse povo falando parecendo que está com crise de constipação é foda.." O agente falava numa velocidade, naquele estilo chileno e argentino de ser, quase excêntrico, kkkk. Tive dificuldades, naturalmente. Eu, goiano, acostumado com ritmo de conversa no estilo de uma prosa cantada, entro num país que se fala outra língua e com um sotaque pra lá de diferente... Feitas as formalidades, enfim, Santiago!

Chegamos já de noite e não havia muito o que fazer. Eu e Cláudia somente nos permitimos ser invadido por todo tipo de curiosidade e tentar planejar a manhã seguinte. Eu tinha pegado todos os encartes de turismo no Aeroporto e tinha feita uma pesquisa considerável sobre lugares e passeios. Na noite fria de Santiago, apenas uma foto que mandei para meus pais indicando onde estava e a visão da rua sob a sacada do apartamento do Hotel.

 

Santiago, 30 de Março de 2017

Em Santiago, a hora local é mesma nossa. Fator muito positivo, pois permitiu que pudéssemos dormir tranquilos e levantar no nosso horário habitual. Era algo em torno de 6h da manhã. Num silêncio tranquilo a cidade estava começando o seu movimento de forma discreta. Fiquei uns bons minutos contemplando o movimento na rua sob a sacada e verificando os encartes de turismo. O dia de hoje estava reservado para conhecer o Centro Histórico de Santiago, buscar os kits e o que mais desse tempo. Nada de Agências de Turismo. Vou andar até moer, pensei. De fato, foi o que fiz. O comércio em Santiago funciona em horário bem diferente, sendo que a maioria dos locais abrem as 10 da manhã. Com a perna própria e a alegria do descobrimento, eis que as 7h da manhã já estava caminhando em direção ao primeiro lugar que iria, seguindo as indicações de um mapa que peguei no Aeroporto.

1. Palácio de La Moneda

O Palácio de La Moneda ou simplesmente La Moneda é a sede da Presidência da República do Chile. Também abriga o Ministério do Interior, a Secretaria Geral da Presidência e a Secretaria Geral do Governo. Está localizado no centro da cidade de Santiago, entre as ruas Moneda (ao norte), Teatinos (a oeste), Morandé (a leste) e a Avenida "Libertador Bernardo O'Higgins" (ao sul). O palácio é ladeado por duas praças: ao sul, pela praça da Cidadania e, ao norte, pela Praça da Constituição.

Que lugar bonito. Me causou estranheza a quantidade de gente circulando livremente pelo local, sob o olhar atento dos "Carabineiros", a polícia local. Estamos acostumados a ver o Palácio da Alvorada com certa distância em local mais "estratégico". O La Moneda fica ali, no meio do centro de Santiago.


Saindo do La Moneda, me oriento pelo mapa e me dirijo a Plaza de Armas. No Caminho, surpreendido por uma rua, que se chama "Paseo Ahumada". Não era uma rua simples. Era uma via extensa, destinada exclusivamente para pedestres, com muitas lojas no local de todo o tipo, vários cafés. Ali pude entender um pouco do cotidiano de Santiago. Homens e mulheres bem vestidos, tomando café antes de iniciarem o dia de trabalho. Num movimento constante de gente, com ambulantes na rua, pequenas banquinhas vendendo desde um cafezinho simples e lanches diversos. 

2. Plaza de Armas

Plaza de Armas é o coração do centro histórico da capital da Chile. A Plaza de Armas está localizado no quadrante formado pela Catedral e as ruas ao norte Monjitas, 21 de maio e Estado, no leste, Merced Companhia e do sul, o Paseo Ahumada eo Paseo Puente no oeste. Sob o Plaza é agora a estação de Santiago Metro Plaza de Armas, que abriu em 2000.

Desde que comecei minha caminhada para ir conhecer um pouco do Centro Histórico do Chile, comecei a notar aquela profusão de gente. Que movimento! Tinha muita, mas muita gente circulando. Coisa típica de grandes metrópoles. A Plaza é um local centralizado, fechado por diferentes prédios em volta. Há uma estação de metrô subterrânea, justificando a intensa movimentação.

 

Recorri ao mapa e fui "caçando" lugares. Com toda a paciência do mundo escolho meu próximo destino.

3. Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía é um monte situado no centro de Santiago de Chile. Delimitado a sul pela Avenida Libertador General Bernardo O'Higgins (onde se situa a Estação Santa Lucía do Metro de Santiago), a oeste da Rua Santa Lucia, ao norte da Rua Merced e a leste da rua Victoria Subercaseaux. Está a uma altitude de 629 metros acima do nível do mar e uma altura de 69 metros, com uma área de 65.300 m². A modernização e urbanização da área aconteceu em 1872 e 1874, quando foi intendente da cidade Benjamín Vicuña Mackenna.

Sabe aquele lugares que você simplesmente vai, sem planejamento? Era eu indo para o Cerro. Mas o grande prazer em andar em lugares desconhecidos é justamente as grandes surpresas que te esperam. O lugar é lindo, rodeado de tanto verde, com jardins impecáveis, bem cuidados, sob manutenção zelosa de seus funcionários. O lugar é todo especial. Você anda e se perde ali dentro, numa variedade enorme de paisagens e suas escadarias estreitas, lembrando algo como um Castelo. A cada escada e nível, uma grata surpresa de um local que reserva paisagens inesquecíveis. Aqui meu passeio começava a tomar contornos inesquecíveis...

 
 
 
 
 

Com o coração feliz por conhecer esse lugar, vou agora em direção a Estacion Mapocho para ir na Expo Running, mas não antes sem andar um cadim e descobrir mais alguma coisa no caminho...

4. Museo Nacional de Bellas Artes

O Museu Nacional de Belas Artes é uma das mais importantes instituições culturais do Chile e um dos mais antigos museus de arte da América Latina. Fundado em 18 de setembro de 1880, então sob a denominação de Museu Nacional de Pinturas, ocupa desde 1910 um edifício situado no Parque Florestal, no centro de Santiago – o Palácio de Belas Artes, projeto do arquiteto franco-chileno Emile Jéquier, erguido em comemoração ao primeiro centenário da independência do país e declarado monumento nacional desde 1976.

Depois de uma boa caminhada, chegamos ao Museu. Local incrível com uma arquitetura invejável, sendo que na parte externa estavam sendo feitas obras de revitalização. Como todo museu imperava um silêncio ali obras cuidadosamente zeladas e bem distribuídas. Nunca havia ido a um museu desse porte. O encantamento foi imediato e eu tentando me situar ali, como um leigo. Não sou desses conhecedores de arte e aquilo foi uma novidade e um aprendizado novo. Por mais que eu tenha tirado muitas fotos nessa viagem, as referências visuais e minhas memórias guardarão para sempre um mundo vasto de imagens e lembranças de cada lugar que passei e detalhes que fui percebendo.

 

Enfim, saímos daqui, após uns 8km de andanças desde que saí do Hotel ás 07h, olho no relógio e já nos aproximamos das 11h da manhã. Vamos então para a Estacion Mapocho,  afim de ir buscar o kit.. Santiago é fácil de se andar. Ruas bem sinalizadas, povo bastante prestativo. Costumava perguntar para os locais ou mesmo os "carabineiros" e era sempre atendido com um sorriso e tamanha paciência para me explicar os detalhes de onde deveria ir. No caminho, passamos ao lado do famoso Mercado Municipal de Santiago. Quando se fala em "Mercadão", tenho como referência o de São Paulo ou o de Goiânia. Esse de Santiago me deixou um pouco surpreso. Muito diferente, com vários restaurantes dentro, bancas de artesanatos e presentes, mas nada lembrando o modelo que conheço. Achei o local sujo, com um odor forte. Na rua lateral do lado de fora, funciona o verdadeiro mercadão, mas "ambulante". Com muitas opções de frutas e mercadorias, recomendo que se compre do lado de fora e não lá dentro. Tirei poucas fotos no local pois fui avisado por um "carabineiro" para tomar cuidado naquele local, onde poderia ocorrer riscos de furto. Embora eu tenha assustado com esse "toque", achei a cidade muito, mas muito tranquila.

 

5. Estacion Mapocho

O Centro Cultural Estação Mapocho é um centro cultural chileno, localizado em Santiago de Chile, que ocupa o edifício da antiga Estação Mapocho da Empresa dos Ferrocarriles do Estado do Chile, que foi convertida em tal a começos dos anos 1990. Com uma superfície de mais de vinte mil metros quadrados distribuídos em quatro níveis, possui um enorme valor histórico, patrimonial e emocional para os chilenos. O centenário edifício foi remodelado entre os anos 1991–1994. O passo de estação de trens a centro cultural constituiu um sinal da importância que tem a cultura na construção de uma sociedade.

Enfim, depois de horas caminhando e descobrindo a cidade, chego na Estacion Mapocho. Ali era um dos pontos principais de minha viagem, onde eu iria para a Expo Running. Com um sorriso de satisfação e alegria imensa pela primeira corrida internacional, fui com o coração invadido por uma sensação de realização. Ali eu começava a dar projeção em mais um sonho que eu tinha. Poder ver aquele universo de pessoas de diferentes nacionalidades se interagindo.. a beleza do local.. a impecável organização do local.

A expo em si é muito parecida com a de grandes corridas que participei aqui no Brasil, como a da São Silvestre, a Golden Run. Nesse sentido eu imaginava algo parecido, com inúmeras bancas de assessórios esportivos e itens variados. Mas o que me chamou a atenção foi a organização na entrega dos kits, rapidez e tamanha cordialidade dos trabalhadores do local. Começo a ficar impressionado com o cuidado com que tudo ali dentro foi pensado. A entrega dos kits estavam em três locais distintos, separados por distância e, ainda, por número de peito. Tinha muita gente no local, mas com uma fluidez invejável.

O kit, agora guardado como lembrança por toda a vida foi além das minhas expectativas. Utilizaram camiseta de qualidade superior, da Adidas e nos presentearam com alguns mimos. Com exceção do Boné e copo que comprei a parte, o kit foi muito satisfatório não pelo volume, mas sim pelo bom gosto e qualidade dos produtos.


 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 

Logo depois de um bom tempo olhando a expo e com kit em mão, me dirijo de volta ao Hotel, para descarregar bagagem, descansar por uns minutos e planejar o próximo passeio. Como eu teria somente três dias para aproveitar a cidade, já fui logo planejando o período vespertino desse dia.

5. Viña Concha y Toro

Concha y Toro é uma empresa chilena, produtora e exportadora de vinhos. Foi fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro. A vinícola Concha y Toro é a maior do Chile e é atualmente controlada pelas famílias Guilisasti e Larrain. A empresa representa 37% do mercado interno chileno e 31,4% das exportações chilenas de vinho. 70% de suas vendas são para exportação para aproximadamente 110 países. Em joint venture com a vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild produz o ícone Almaviva, um vinho de primeira grandeza. Possui vinhedos nos principais vales produtores chilenos, bem como na Argentina, ocupando uma extensão de 10.750 hectares, sendo hoje a maior área plantada do mundo. Um de seus vinhos mais conhecidos é o Casillero del Diablo.

Visitar um vinhedo é quase uma obrigação de quem vai para o Chile, famoso também por seus ótimos vinhos. Na saída da Estação Mapocho, fui abordado por um guia turístico brasileiro, o que me causou certa surpresa. Mas depois compreendi. O Chile recebe uma quantidade considerável de turistas brasileiros durante todo o ano, sobretudo na estação de inverno, onde se é possível esquiar no Valle Nevado (temporada somente em alguns meses do ano, sendo que atualmente não estamos). Esse guia que nos abordou trabalha para uma empresa "Tour em Chile", fundada por dois brasileiros, costumando atender turistas não só brasileiros, mas como de outras nacionalidades também. Por um bom preço, fechei o passeio para a Concha e o do "Los Andes" no dia seguinte. Mas nesse dia a tarde, um passeio foi realizado.

Esse vinhedo é lindo. Fica localizado a cerca de 1h de carro do centro de Santiago e já encanta pela beleza do lugar, cuidadosamente zelado, limpo e muito arborizado. O lugar carrega uma sofisticação de construções bem planejadas, modernas, como também a manutenção de suas construções originais no subsolo onde ficam estocados os vinhos. O guia local falava português fluentemente e nos levou para conhecer toda a estrutura do vinhedo e ainda nos premiou com degustação de vinhos, uma taça de presente e ricas histórias do lugar, sobretudo a origem da lenda do Casilleros del Diablo. Não sou um conhecedor de vinhos a ponto de julgamentos quanto a sabor, qualidade e outros detalhes. Mas o guia nos ensinou de uma forma que fica fácil entender. Vale a pena cada minuto nesse lugar... observem as fotos, vídeos.. No fim, ainda fui na loja e comprei alguns vinhos para presentear meus familiares e uns para minha coleção particular. Desde que me casei, coleciono vinhos diversos e sempre compro em viagens que faço.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

E agora os vídeos. Lembrando que o áudio está em português mesmo, fato que me agradou bastante. O grupo que estava comigo na visita eram todos brasileiros e o vídeo apresentado tem várias versões com áudios disponíveis em diferentes idiomas.



Depois de uma tarde linda, vou para o Hotel, janto ali por perto já bastante ansioso para o dia seguinte, onde iríamos para as Cordilheiras.

Santiago, 31 de Março de 2017

Jamais esquecerei o passeio deste dia. Fomos agraciados pelas belezas da natureza e com uma riqueza cultural sem igual. Paisagens inesquecíveis, locais lindos para fotos. Fizemos um passeio de um dia inteiro, saindo logo as 06h da manhã de Santiago, numa viagem de cerca de 2h30 com três paradas. Esse tipo de passeio faz com que você se encontre. Quando se adentra a região das cordilheiras você se perde em meio a montanhas e paisagens deslumbrantes.
No caminho, fomos agraciados com uma riqueza de informações de dois guias da agência de turismo que escolhemos. Ricardo, pasmem, mesmo nome que o meu, nascido e criado em Goiânia! Cara do mundo, morou em muitos lugares do mundo e atualmente encontra-se em Santiago trabalhando para esta agência. Como foi bom conversar com um conterrâneo! A outra se chamava Constanza, chilena nascida no sul de Santiago. Constanza nos bombardeava com informações durante a viagem e nos contou um pouco sobre a Geografia de Santiago, a maneira como são distribuídos os bairros (Santiago tem 33 "comunas", espécie de subprefeituras, com cada uma independente mas que fazem parte de Santiago. Salvo engano, foi assim que compreendi). Contou sobre as Cordilheiras, sobre os vulcões e os terremotos. Fomos em três locais nesse passeio. Não há palavras que podem conseguir expressar minhas emoções. As imagens diz isso por si só.

1. Embase El Yeso

Embalse El Yeso está localizado na Cordilheira dos Andes, a uma altitude de 2.500 metros acima do nível do mar, no município de San José de Maipo, Cordillera Província, Região Metropolitana de Santiago.
El Yeso está localizado na área interna chamada Cajon del Maipo, junto à Lagoa Negra e é formado por captar as águas do Yeso River, um dos afluentes mais importantes do rio Maipo. A barragem foi construída por dez anos, foi inaugurado em 1964. O reservatório tem uma capacidade de 253 milhões de metros cúbicos, a principal fonte de água potável para os sete milhões de habitantes da Região Metropolitana e da aglomeração de Santiago.

 
 
 
 
 
 
 

2. Túnel Tinoco

 O Túnel Tinoco, que serviu de caminho para os trens entre 1914 até 1980. Parada que faz parte do nosso roteiro e a experiência aqui é você atravessar por ele, um túnel que fica cravado na montanha e com a extensão de meio quilometro aproximadamente, totalmente escuro e úmido. Logo na entrada do túnel tem uma animita, um tipo de santuário para um jovem conhecido como Willy, menino de traços bonitos e que segundo pessoas próximas, de muito bom coração, mas que aos dezenove anos por conta de uma forte depressão se matou ali dentro do túnel. O fato aconteceu em 20 de julho de 1998, e até hoje o seu santuário recebe a visita diária de dezenas de pessoas, algumas deixam bandeiras, moedas, flores e muitos cataventos azuis, outras fazem pedidos e outras apenas agradecem, pois o jovem passou a ser o milagreiro das montanhas. Em uma pedra emoldurada por mosaico tem o escrito: “Para nós, Willy fala através dos cataventos, por favor não o cale. Seus pais.” Para a sua família Willy está onde sempre desejou estar, nos pés da cordilheira rodeado pela natureza e fazendo companhia para aqueles que necessitam. A saída do túnel é um presente, por entre arcos de pedras entra luz e o som do rio Maipo.

Que lugar diferente de absolutamente tudo que conheço. Fiz a travessia no túnel com um pouco de medo, claro. Escuridão total, como podem ver pelo vídeo. As fotos com flash, dão noção a escuridão do lugar.

 
 
 
 
 
 
 

Na terceira parte do passeio... O momento mais mágico, com paisagens de tirar o fôlego e essas piscinas naturais, com águas que podem chegar a 55 grau celsius... Ainda fomos presenteados um banquete simples...

3. Termas de Colina

Termas de Colina é um lugar fantástico que nos passa tranquilidade, ao pé da Cordilheira dos Andes, você poderá se deliciar com um banho de água termal quente combinado com a harmonia dos Andes. As piscinas naturais são organizadas como terraços exteriores formados por depósitos de cal e fontes termais com temperaturas de 25 ° C a 55 ° C, você pode desfrutar de um banho relaxante e terapêutica das águas minerais e lama, observando o fascinante cenário natural andina pelo rio. As águas termais são compostas por minerais como o magnésio, cálcio, potássio e lítio, entre outros, que são utilizados para doenças, tais como problemas de reumatismo, artrite e da pele.

 
 
 
 
 
 

Depois do lanche, voltamos para o Centro de Santiago. Eu estava leve, flutuando, encantado com a beleza da Natureza. Chegamos já no começo da noite e apenas fui numa lanchonete ali perto comer algo. A Gastronomia do Chile é um tanto diferente da nossa e nem sempre achei comidas que pudesse estar próximos do meu habitual. Comi em restaurante peruano, japonês e até recorri a um famoso "x-salada" local, rs... A Nutricionista com certeza não aproveitaria minhas fugas do plano alimentar nesse dia, kkkk

Santiago, 1º de Abril de 2017
Conhecer Santiago em poucos dias é uma coisa muito complicada. Mas dentro do meu planejamento, tentei ir no máximo de locais. Há o deserto, há Valparaíso... mas eu me contentei bastante com o que fiz nos últimos dois dias e, junto com Claudia, achamos melhor apenas passear de forma livre, espontânea pela cidade, por lugares onde não passamos. Não haveria tempo hoje para passeios maiores como por exemplo ir a Praia em Valparaíso que fica a cerca de 1h30 de Santiago. No período da tarde, a ideia era descansar, como foco na corrida do dia seguinte. Fizemos novamente um tour, em pleno Sábado, observando a intensa movimentação da cidade, ainda fomos ao Centro Cultural La Moneda e começamos a ver a organização da estrutura para a corrida. Comecei a ficar impressionado com o que vi já nesse dia. Fomos a Catedral ainda e pude me reservar uns minutos em silêncio, agradecendo por tudo. Em oração, com a paz no coração. Ainda fui novamente na ExpoRunning sentir a energia do lugar.
Uma breve descrição dos locais novos que fui e depois um mix de fotos e vídeos mostrando um pouco de Santiago, como o vídeo que fiz na Plaza de Armas.
1. Centro Cultural La Moneda
Uma visita ao Centro Cultural Palacio La Moneda é a atividade certa para uma manhã nos arredores de Santiago Centro. Mesmo se você já assistiu a Troca de Guarda; aqui no centro cultura,  você irá aprofundar ainda mais o seu conhecimento nos tópicos : história e cultura do Chile. A entrada gratuita ( somente até às 12:00 horas ) é apenas um dos chamativos que trazem vários turistas brasileiros à este surpreendente destino localizado no coração do centro histórico do país.
Mas, cuidado para não confundir com o atual Palácio de La moneda – A casa prensidencial do Chile. Apesar dos dois estarem bem próximos um do outro, o centro cultural, encontra-se no subterrâneo da Plaza de La Ciudadania. A praça por sinal, é bem mantinda, arborizada e decorada com lindas fontes e espelhos d´água.
As modernas salas de exposição do centro cultural Palacio La Moneda constatemente contam com exibições de arte de grande porte. Estes espaços já receberam ( e recebem ) os trabalhos dos grandes nomes do mundo da arte, como por exemplo o renascentista Sandro Boticelli. Por aqui também já ouveram belas exposições de obras retratanto a cultura indiana, africana, assim como os costumes e a transformação da cultura brasileira ao longo do tempo. Um sucesso só entre os turistas brasileiros por esses lados!

 
 
 
 
 


Conhecemos um pouco mais da agitada vida chilena, andando pelas ruas, quase que sem direção. Conhecemos o Patio Bellavista um centro gastronômico refinado, a Plaza Baquedano.. Numa energia contagiante pudemos ver um pouco dos costumes do povo chileno.. como essas apresentações no meio da rua... e para fechar o dia e descansar as pernas, fomos dar uma olhadinha nos preparativos da corrida.. Para fechar o dia, um delicioso macarrão em um Restaurante italiano bem perto dali.. Ah! Numa agonia aqui para ir falar da corrida logo, ainda fui na Igreja, a famosa Catedral Metropolitana de Santiago, lugar lindo... histórico!

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Com a cabeça ansiosa e agoniado, nem quis ficar muito tempo aqui vendo os preparativos. Quis deixar que a sensação de surpresa, de uma energia de novidades tomasse conta de mim. Ficar ali observando a montagem e vendo tudo meio que tiraria a sensação de novidade no outro dia. O duro era me convencer a ir embora para o hotel descansar...

Santiago, 02 de Abril de 2017

Como em toda vez que tem corrida, abri os olhos e já fui logo invadido por uma ansiedade e pensando um turbilhão de coisas. Eu tinha meta para esse dia e estava muito agitado, doido para ir logo pra "pista", rs... O dia anterior me deixou impressionado, pela estrutura enorme que estavam montando e eu mal podia esperar para ver como fluía a organização de um evento desse porte. Mas logo me dei conta que precisava levantar e dar um stop nos meus pensamentos que vinham de forma frenética. "Vou levantar feito cinderela", pensei. Toda vez me aparece alguma dorzinha, uma coisinha. Levantei no modelo que chegava em casa quando solteiro. Pisando leve...desconfiado... Para meu alívio não tinha nada errado. Fiz um check-up completo em mim mesmo. Conferi desde a estrutura da minha cabeça para ver se estava tudo alinhado, lutando contra minha calvície inevitável. Olhei até minhas unhas do pé, para ver se estava tudo ok. Com tudo em perfeito estado de alinhamento e funcionando 100% tratei logo de me vestir. Eu estava empolgado... fui na sacada do apartamento dar uma conferida e percebi o frio na hora... Vou correr com blusa térmica por baixo então. E numa empolgação coloquei a bandana na cabeça quase que num ritual deixando tudo alinhado. Me senti quase parte do Chiclete com Banana daquele jeito.
 

Do alto da sacada já estava observando um movimento constante de pessoas se dirigindo ao La Moneda, onde seria a largada. Eu estava a dois quarteirões do local. Tomei um café da manhã básico como sempre faço. Nada de invenções malucas. Me atentei as orientações da Nutricionista e investi bastante em hidratação no dia anterior e nesse dia da corrida, reservei 3 sachês de gel, para me dar um gás e permitir que eu corresse tranquilamente.
Eu num compasso frenético, pedia a Claudia que se apressasse. Eu sempre fui o tipo de pessoa que se o evento começa 8h, eu chego as 7h, para mais cedo. Pontualidade não é virtude, qualidade. É algo nato, que demonstra respeito e organização pessoal. Ainda acho irônico o fato de sermos taxados como "agoniados". Não é agonia. É cumprir com tranquilidade um compromisso que se fez, e poder curtir de forma satisfatória os momentos pré-corrida.
Quando fomos nos aproximando do local de concentração de atletas, fui tomando noção da dimensão do evento e percebendo a sutileza e cuidado com todos os detalhes. Primeira coisa que notei, foi que todo o perímetro da concentração de atletas estava cercado por grades. Numa estrutura que fechou várias ruas, fiquei impressionado. Pela primeira vez na minha vida, não vi sequer um "pipoca" nessa corrida. Eles estavam sendo bastante cuidadosos. Permitiam que se adentrasse somente com número de peito e um por vez. Essas entradas eram relativamente fáceis de serem vigiadas por ele. Pensado para que nenhum engraçadinho pudesse "passar" o número de peito nas costas dele e permitir que outra pessoa entrasse. Não só no local da concentração de atletas, mas durante cerca de 3, 4km eu pude perceber a quantidade de "staffs" e "carabineiros", zelando por cada pedaço de rua.  Outro fato que me chamou a atenção foi que cada distância tinha uma concentração específica e entrada específica. Quando me dirigi ao local de concentração, o staff me explicou que eu não poderia entrar naquele local junto com Claudia (ela faria 10km). Que ali era somente para a turma dos 10km. Então me apontou a direção que deveria tomar para que eu me juntasse com a turma de 21km. Estava a cerca de 1,5km dali. O pessoal dos 42km também a cerca de 1,5km dali, mas do lado oposto. Isso me chamou atenção logo de cara. Ainda cético, fui ao local de concentração dos 21 e o mesmo procedimento. Haviam grades e checagem zelosa para ver se eu estava com número de peito e tudo o mais. Uma corrida com 30 pessoas e uma organização invejável. Muito diferente da São Silvestre do ano passado em que a organização foi muito criticada, sobretudo pelo excesso de "pipocas". Passei então a observar o movimento e minhas constatações estavam certas. Nada de pipoca. A largada da turma dos 42km aconteceria meia hora antes da turma dos 10km e 21km.

 
 
Nessa hora eu estava no local destinado somente a turma dos 21km. Embora estivesse com muita gente, eu tinha locais para poder fazer meu aquecimento tranquilamente e poder me dirigir a largada sem tumulto. 

Filmei a largada da turma dos 42 km... e depois um selfie antes de largar :)

No momento da corrida, mantive minha ansiedade num ponto tranquilo, apenas curtindo todo o momento. Eu estava vivendo um momento mágico na minha vida. A largada a gente não sente nada.. A perna apenas vai...

Quando comecei a correr senti a perna um pouco presa pois estava muito frio naquele dia. Sem desespero, fui correndo a um pace tranquilo para me aquecer melhor e depois ir dentro do que eu planejava. Em se tratando da minha primeira Meia do ano, eu tinha um objetivo de chegar na casa de 2h, com um pace médio de 5min40 por aí. Nesse ano, meu objetivo maior de quebra de RP é em Brasília, onde irei correr novamente a Golden Run.
A corrida começou muito boa e cada vez mais ficava admirado com a organização. Tinha muita, mas muita gente. Mas conta mesmo aqui também é a cordialidade e respeito dos esportistas. Todo mundo correndo tranquilo, sem afobação. Eis que no km4 de prova, já dentro do meu ritmo e bem a vontade minha bexiga me resolve aprontar.. Passei os dois próximos km lutando contra vontade de fazer xixi e ao mesmo tempo olhando para ver onde poderia ser "discreto". Num rompante de "ah, vou é ali mesmo", desviei rapidamente num local perto da Universidade do Chile e, para um olhar de reprovação dos carabineiros, esvaziei minha bexiga com um sorriso de alívio e acenando feito japonês para os policiais. Passei por eles em silêncio. Nem tanto com vergonha, confesso. Eu precisava fazer algo... e os banheiros químicos estavam longe dali..

Eu corria na alegria de um menino e ali na altura do km 10 senti uma energia ótima. Havia uma banda cantando algo impronunciável para mim, e eu apenas entendi um tal de ié ié ié e cantei junto... Aquilo me deu um gás, pois momentos antes eu tinha passado por um posto de hidratação e fiquei um tempo considerável tentando pegar minha água. Nesse aspecto da hidratação, não adianta... toda corrida é igual... costuma ficar aquele bolo de gente ali... arrependi de não ter levado minha cinta de hidratação..

Do Km 7 até o km 15 eu tinha em frente um trecho de leve inclinação e tive um certo receio de "quebrar". No desafio Unimed desse ano, na prova de 15km, na altura do km11 meu motor pifou e reduzi drasticamente o ritmo. Na hora me veio essa experiência. Quando eu me aproximava do km13 já com uma sensação das pernas duras, passei ao lado de um Parque, o Inês, não me recordo bem o nome eu pensei assim: "Na altimetria de prova, depois dos 16 é descida". Me apeguei a esse pensamento e me mantive firme. Foi o único momento em que me senti mais tenso. Novamente ali perto passei por outra banda e não entendi nada. Eu estava já naquele estado de pensar na perna, olhar pra frente e rezar. Para não fazer feio, já que todo mundo levantava os braços, levantei também, mas com um pedido: "Senhor, faz esse km 16 chegar logo... depois a gente negocia a promessa". Eu não consegui pensar em muita coisa. Queria apenas chegar logo. De repente vejo as cabeças de milhares de pessoas sumindo... Foi quando me dei conta que chegamos na parte de descida e no plano.
Naquele momento eu renovei minhas energias. Eu sentia minhas pernas pesadas, engatei meu último gel de carboidrato e olhava o relógio e tentava me distrair com alguma coisa. Comecei a fazer cálculos para saber se seria possível um sub 2h. Percebi que seria possível, mas arriscado. Preocupei apenas em curtir os últimos 5km de prova, sorrindo, agradecendo e podendo ver o que acontecia a minha volta... Quando visualizei a Av. Bernardo, fiquei louco... e passei numa onda frenética de pensamentos e gravando alguns vídeos. O momento mágico da corrida é você ver que sempre da tudo certo.

 
 
 


Corrida é mágica. Num simples ato de movimento, você se transforma e permite que a vida seja vista de inúmeras formas diferentes. Me despedi do Chile com um sinal de até breve. Ainda voltarei para essa terra acolhedora, respeitosa e com seus encantos únicos. Correr, uma paixão, um estilo de vida.

Espero que tenham gostado desse post. Compartilho um pouco do que foi essa viagem. Mas a referência visual, o ato de ver e sentir não se exprime em palavras e fotos. Próxima parada: Argentina, onde irei correr a Meia de Buenos Aires.  Grande Abraço a todos!!!


 




RICARDO CARNEIRO